Sinto Muito

Dezembro 1, 2009

Em 2009

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:46 pm

Fui muito feliz

Chorei por dias seguidos

Emagreci

Engordei

Emagreci

Amadureci

Perdi um pouco da ingenuidade

Fiz novos amigos

Fiz novas viagens

fui desejada

fui rejeitada

Conheci pessoas ótimas

Me diverti

Me decepcionei

Fui paparicada

fui maltratada

Tive idéias

Fui reconhecida

encarei desafios

me emocionei com o trabalho

Berrei contra o governo

Apanhei dele

Paguei contas antigas

fiz novas contas

fiz planos pra um futuro distante

fiz planos para um futuro próximo

mudei de planos (e adorei o resultado)

tive vontade de desistir

tive vontade de nunca mais parar

quis ir embora

desisti de ir embora

senti ciúmes

provoquei ciúmes

tive saudades de estranhos

fui julgada por estranhos

critiquei (demais até)

fui criticada

repensei tudo

e percebi que é hora de recomeçar

O ano não acabou, ainda tem muita coisa pra se desenhar nesse mês que promete ser um dos mais intensos. Espero que seja uma intensidade positiva, pra que o saldo seja bom. E que em 2010, as coisas sejam mais leves, que eu n repita os erros, e que consiga manter o crescimento no mesmo ritmo, ou melhor.

Novembro 30, 2009

Prefiro falar por metáfora

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:49 pm

Antes de qualquer coisa, faça o diagnóstico!

Não adianta ficar sofrendo as dores, elas são só consquências. Pare, tente fazer o diagnóstico para começar a atacar o problema. Se você não tem condições de fazer esse diagnóstico, procure alguém que faça ele pra vc.

Quanto antes melhor. Não perca tempo,  se demorar muito você corre o risco de não poder fazer mais nada para reverter o quadro.

O processo de descoberta é sempre muito difícil, mas nessas horas a gente descobre que aguenta mais coisas do que imaginava. Depois do choqe inicial, vem o alívio de saber o que fazer e pensar que ainda existe uma forma de agir.

Em processo de tratamento a gente nunca sabe se o final é a cura ou a morte, mas sempre existe uma esperança de se sair bem no final.

Saindo com vida, nunca mais seremos iguais. A experiencia transforma a gente, as vezes pra melhor, as vezes pra pior, mas na maioria das vezes tem um misto das duas coisas.

O interessante é conviver com esse misto de sentimentos, angústia, desilusão, carinho, alegria, entusiasmo, dor… não tem muito sentido, mas é assim que acontece aqui dentro.

Acho que no fim das contas… eu também acredito!

Outubro 26, 2009

Distância

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 4:23 pm

De nada adianta ter sempre convites

Ir a vários lugares

 Conhecer ótimas pessoas

Ter até um pouco de prestígio com algumas delas

Longe de você isso tudo fica esquisito

Monótono, sem graça

 

O esgotamento dos problemas da minha rotina está se acumulando, eu não tenho mais você pra me fazer esquecer isso por alguns instantes

Tenho estado perdida, sem gosto e sem graça

Tudo está meio superficial agora

Voltar pra casa por que? Você nem vai estar lá.

Fazendo besteira, ficando ansiosa

Tudo sem mais nem porquê.

Será que você ainda se lembra da gente?

Será que um dia eu vou ter essa resposta?

Setembro 29, 2009

Fulgás

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 10:39 am

Eles nem se conheciam, mas se falavam às vezes por conta do trabalho. Os dois moravam muito longe um do outro, e isso é normal nas relações de trabalho hoje em dia.

De repente o encontro. Ela nem notou, mas ele diz que se surpreendeu “Nossa!”, disse ele.

Pouquissimos dias depois, algumas gentilezas a mais e ela caiu. Ela sempre cai nessas conversas doces e bobas.

Ela ficou encantada, esqueceu-se da vida por alguns instantes, e gostou disso. Em seguida ele sumiu. Sem entender, ela esperou algum sinal.

Quando a distância voltou a se estabelecer entre os dois, uma ligação interubana trouxe a ela lembranças boas.

Depois da terceira ligação, ele sumiu mais uma vez.

Sem esperanças, acreditando que a distância impossibilitaria qualquer continuidade, ela foi esquecendo.

Eis que um belo dia, poucos meses depois, ele liga a trabalho, e conversa como se eles nunca tivessem se conhecido.

Ela entende tudo, e se acha uma bobinha por ter achado que aquilo tudo significou alguma coisa.

Até quando ela vai sonhar, sem perceber que as histórias se repetem?

Setembro 21, 2009

Surtando, de leve

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 8:47 pm

Quando as coisas não dependem da gente e insistimos em tentar fazer dar certo, o resultado é desastroso.

Aquela sensação de impotencia, de tempo perdido, de querer punir os que poderiam ter feito mais…

Aí o tempo passa, a gente vai acumulando esse tipo de experiência, ficando com aquela descrença comum na maioria, e só investindo em sonhos quando eles estiverem dentro do alcance das possibilidades.

Em que momento a gente descobre qual o momento certo de recuar?

Será que sonhar com um mundo melhor é proibido aos adultos? Será que sentir a dor dos outros está demodè? Será que o ser humano não pode ser humano?

Eu gosto de ser humano

Ser humano só é bom quando é humano

O ser, quando não é humano, não serve pra ser

Ele só quer ser

Mas no fundo

Nem sabe de verdade como é

Setembro 1, 2009

Coisa chata!

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 3:38 pm

Impressionante como pequenas coisas, que inicialmente parecem insignificantes, se tornam insuportáveis com o passar do tempo.

Eu conheço uma mulher que toda vez que conta uma história que ela julga engraçada e as pessoas não riem repete três vezes, como se as pessoas não tivessem entendido. Seis meses vendo essa cena se repetir a vontade que dá é de jogá-la pela janela.

Quando a gente deixa de ser criança e precisa começar a encarar o mundo (sur)real, esse tipo de situação acontece com uma frequência bem maior. O pior é que exatamente nesse momento começamos a perceber que nem sempre dá pra se livrar das pessoas ou das esquisitisses delas. Aí é um tal de tentar ignorar daqui, contar até mil dalí pra ver se o tempo passa e aquele trambolho sai da sua vida.

Saber lidar com isso não é muito comum. As pessoas vão engolindo por não ter opção e de repente explodem no momento mais errado, provocando situações constrangedoras para si mesmas. O álcool costuma ter participação especial nessas horas. Se não for assim é pior, a pessoa vai guardando por anos, e depois morre enfartado com 40 anos ou descobre um câncer sem motivo aparente.

E ai? Como lidar com isso sem destruir a vida social nem a saúde? Como lidar diariamente com os sapos?

Agosto 19, 2009

Ingênua

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:37 pm

Já houve tempos em que eu achava que você era uma rocha. Depois eu descobri que você era humano, tinha suas falhas. A maioria delas na tentativa do acerto, isso me fez te ver mais humano, foi quando eu descobri que te amava.

Depois de tanto tempo, você me vem com mais uma surpresa, e eu descubro que além de fraco, às vezes você também é extremamente desumano. Nem sei te dizer se o que senti foi tristeza ou raiva, fiquei tão perdida com a quantidade de sentimentos que passou dentro de mim naqueles minutinhos que até agora estou um pouco desnorteada. Acho que a palavra que melhor define é desilusão, não sei ao certo.

Outro dia me disseram pra eu não acreditar no ser humano. Eu não queria entrar nessa, mas estou sendo convencida repetidamente pelos que mais amo.

Acho que é o fim da era da inocência, talvez eu tenha demorado pra amadurecer.

Mais uma vez a solidão vem pra perto de mim, impõe sua presença e deixa claro que eu não tenho nenhum direito de buscar ilusões para fugir dela.

Agosto 16, 2009

Frases

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 5:17 pm

“Minha fia, você tá cada vez mais cada vez, viu?”

“Eu amo você. Quer casar comigo?”

“Não era você que não gostava de despedidas?”

“Você tá acompanhada, é?”

“Eles pensam que a gente é cacimba, pra tá engolindo corda!”

“Baixinho é seu salário!”

“Fui eu que te liguei ontem, viu?!

“Acho bom você vir agora porque depois do congresso eu não sei se vou continuar aqui”

“Tô com saudads”

“É a treva!”

“Eu só acho que você devia controlar seu ciúme… tá começando a incomodar”

“governaDOR”

“Eu gosto do meu banco porque tem um gerente de relacionamento, já sei que quando eu tiver problemas posso ir lá que ele me ajuda”

Imprevistos

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 4:30 pm

Quando menos se espera a gente sente tudo diferente.

Pensei que tava tudo em ordem, as coisas sobre controle e os próximos passos escritos na agenda em forma de tópicos. Não era bem assim.

A agenda foi seguida mas precisou de vários complementos. Alguns eventos daqui, outras tarefas dalí e muitos, muitos sentimentos que surgem no meio do caminho e tiram qualquer um do sério.

Eu não calculei, por exemplo, que poderia me emocionar tanto em uma reunião de trabalho. Me desestruturar por um relato de vida de personagens da história que agora fazem parte do meu dia-a-dia.

Não achava que teria tanta raiva de pessoas que nem sabem que existo.

Quem diria que eu sentiria saudades de pessoas que nem sei direito o nome, e moram a muitos quilômetros de distância?

Suspeitar de certos sentimentos em terceiros dá frio na barriga.

Mas o que mais me surpreendeu em todos esses imprevistos, foi o sentimento de solidão. Esse me deixou perdida, e mais uma vez me perguntando onde errei. Uma solidão esquisita, daquelas em meio a multidões, quando a gente acaba de se dar conta que simplesmente não existe mais, pelo menos pra alguém (ou alguéns).

Pra mim é dificil conviver com isso, porque é uma briga silenciosa, minha comigo mesma, para entender se eu quero voltar a existir, porque iria querer isso, e de que forma posso fazer.

São tantas coisas acontecendo agora, não há tempo para pensar nisso mas, ironicamente, isso é o que mais ocupa a minha cabeça nos úlimos dias.

Maldito domingo! Vazio e azedo, faz a gente descobrir que a nossa cama, tão desejada durante a semana inteira, está desconfortável por causa de uma mente confusa.

Julho 31, 2009

É sério!

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 11:31 am
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É interessante essa mania que as pessoas tem de rotular. Um monte de preconceitos enrustidos em discursos “descolados” disseminam idéias que deveriam ser abolidas.

A nossa sociedade vive em uma redoma, onde a maioria das pessoas facilmente muda de ideia ou fica indignada sem saber exatamente o que verdadeiramente significa aquele posicionamento que está sendo reproduzido.

Manipulação da informação não é um problema dos outros não, muito menos conversa chata de gente que não tem o que fazer. A responsabilidade de que traz uma informação é enorme, e trazê-la de forma errada ou omiti-la pode causar danos irreparáveis. Uma peça publicitária antiga de um dos principais jornais do país resumia bem isso quando dizia ser possível contar uma mentira falando apenas verdades. O exemplo utilizado por eles era clássico: A imagem de Hitler, um homem que mudou os indices de seu país para melhor. Omitindo a informação que ele fez isso matando um monte de gente ele parece até heroi.

Não estou aqui para levantar bandeiras, ou dizer o que é certo ou errado, só estou manifestando a dor que sinto ao perceber o quão egoistas e preguiçosas as pessoas têm sido na hora de pensar e, o que é pior, falar em certos assuntos.

Seria bom que as pessoas entendessem, que aquele “bandidinho” só se tornou isso porque as opções pra ele não pareceram muito atraentes. Que fazer piadinhas com negros não é nada inofensivo. Que ninguém tem direito de escolher quem cada um deve amar, e que nojento é o seu comportamento invasivo. Que mulheres que lutam por igualdade de oportunidade não estão abrindo mão de sua femininidade, só da posição de omissas. Que aquele professor que resolveu decretar greve fez isso porque o dinheiro já não está dando e não porque ele está com vontade de prejudicar os alunos ou resolveu descansar em casa.

Sabe aquele ladrão que levou o seu celular? Gente como ele tem uma expectativa de vida média de 30 anos. Você acha que ele escolheu essa vida? Antes que confundam, não estou tentando te convencer a entregar os seus bens e achar que os criminosos são bonzinhos. Só acho que seria interessante refletir que existem formas de evitar que ele se torne isso. Se trancar dentro de casa com medo pode ser instintivo, mas o que dieferencia o ser humano das outras espécies é o que vai além do instinto, é a inteligencia. É ela que vai te fazer pensar de que forma você pode correr atrás para que o mundo não seja tão violento ou injusto.

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