Quando menos se espera a gente sente tudo diferente.
Pensei que tava tudo em ordem, as coisas sobre controle e os próximos passos escritos na agenda em forma de tópicos. Não era bem assim.
A agenda foi seguida mas precisou de vários complementos. Alguns eventos daqui, outras tarefas dalí e muitos, muitos sentimentos que surgem no meio do caminho e tiram qualquer um do sério.
Eu não calculei, por exemplo, que poderia me emocionar tanto em uma reunião de trabalho. Me desestruturar por um relato de vida de personagens da história que agora fazem parte do meu dia-a-dia.
Não achava que teria tanta raiva de pessoas que nem sabem que existo.
Quem diria que eu sentiria saudades de pessoas que nem sei direito o nome, e moram a muitos quilômetros de distância?
Suspeitar de certos sentimentos em terceiros dá frio na barriga.
Mas o que mais me surpreendeu em todos esses imprevistos, foi o sentimento de solidão. Esse me deixou perdida, e mais uma vez me perguntando onde errei. Uma solidão esquisita, daquelas em meio a multidões, quando a gente acaba de se dar conta que simplesmente não existe mais, pelo menos pra alguém (ou alguéns).
Pra mim é dificil conviver com isso, porque é uma briga silenciosa, minha comigo mesma, para entender se eu quero voltar a existir, porque iria querer isso, e de que forma posso fazer.
São tantas coisas acontecendo agora, não há tempo para pensar nisso mas, ironicamente, isso é o que mais ocupa a minha cabeça nos úlimos dias.
Maldito domingo! Vazio e azedo, faz a gente descobrir que a nossa cama, tão desejada durante a semana inteira, está desconfortável por causa de uma mente confusa.