Ao Vento

Julho 1, 2009

É…

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 7:46 pm

Eu te amo

Já te disse muitas vezes mas nunca imaginei que isso fosse tão forte pra mim. Hoje, quando constato que te perdi, a dor me mostra o que realmente significava o que eu dizia. Não era só a felicidade que isso me proporcionava no momento, era a dor que eu sentiria em uma possível perda.

Tanta coisa bonita, tantos planos em comum, tantas promessas de futuro… acabou tudo. Eu só consigo sentir um vazio enorme, que nenhuma perda até hoje havia me causado.

Se tem uma coisa que a vida já deixou claro foi que o tempo apaga tudo, e esse é o meu medo. Medo do dia em que tudo se torne uma lembrança remota.

Tudo novo, assustadoramente novo. Eu vou ter que me acostumar a viver sem você. Serei outra pessoa daqui a  pouco tempo, não sei se melhor ou pior, mas sei que os melhores momentos que tive até hoje, contaram com a sua participação.

Você me ajudou a criar meu prórpio conceito de amizade, isso não tem preço.

Fica bem.

Junho 22, 2009

Acordou foi? Já é tarde!

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:42 pm
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Depois de anos com o processo se arrastando, finalmente o veredicto da última instância foi dado: o diploma de jornalista não é mais obrigatório. Com isso, de repente milhares de colegas de profissão acordaram de um sono profundo, que os fazia ficar inertes diante de uma realidade que se construia.

Por que essa indignação agora? Você nunca aderiu às mobilizações, nunca quis saber o que estava acontecendo, nem sequer conversou em uma mesa de bar para que os mais próximos a você tomassem conhecimento de que uma “tragédia” se anunciava em nosso país. Falar é fácil, colocar no orkut a foto do Gilmar Mendes com xingamentos serve tanto quanto ter pena de crianças que trabalham e não denunciar. Você ate demonstra sentimento, mas não muda nada no fim das contas.

Se vivemos a era do individualismo, se o espírito de porco do capitalismo já tomou conta de uma parcela esmagadora da população, não adianta ficar revoltadinho ou ofendidinho porque um integrante desse sistema fez a parte dele. 

Agora, se você acha que ainda existe sangue correndo em suas veias, se quer tentar mudar isso, tem todo o direito. O primeiro passo é sair imediatamente da zona de conforto, deixar o comodismo de lado. Olhe pro lado e entenda que tudo está ligado, defender o seu emprego em detrimento de um mundo mais justo vai fazer com que esse mundo injusto transforme a sua vida em um inferno e, mais cedo ou mais tarde, engula você .

É ela!

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:11 pm

Eu sinto uma enorme dor, mas tenho que admitir. Ela é perfeita pra você. É desencanada, inteligente, bem resolvida e linda. Ela é cobiçada, do jeitinho que você gosta pra exibir por aí.

Ela me parece ser uma daquelas pessoas que deixa qualquer ambiente divertido, isso naturalmente. No trabalho a danada demonstra sempre estar segura e feliz, quer coisa pior do que essas pessoas frustradas que acabam o dia com milhões de motivos pra reclamar? Ela parece que gosta do que faz, está sempre feliz.

Eu nunca me imaginei dizendo isso, mas ela realmente é a melhor opção pra você.

Você nunca foi muito bom pra escolher, sempre traz umas “peças” meio duvidosas e que não condizem com a sua personalidade. Nenhuma delas até hoje foi digna do meu respeito. Mas ela é diferente, ela não é uma daquelas menininhas bobas e cheias de frescuras.

Essa batalha eu já perdi, não vou mais correr atrás, ficar com birra ou procurar defeitos nela. Ela vai te acompanhar na vida. Tudo vai ser divertido com ela. Ela vai crescer ao seu lado, nunca vai ser dependente de você como as outras foram até hoje. Ela vai te dar apoio e merecer o seu colo quando precisar. Aproveite essa chance, corra atrás e seja feliz.

Junho 1, 2009

Fala a verdade

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 9:52 am

O mundo tem se mostrado cruel. A esperança não tem tido muitas forças contra a persistência do fracasso. Nenhum lado que o cidadão olha parece mostrar um novo horizonte, é a tal crise.

Crise de que? Quem quiser que pense que a crise é financeira, a verdadeira crise é de humanidade. Ela não existe e isso acaba com qualquer possibilidade de mundo melhor.

Essa gente medíocre, cega e surda não entende nada! Será que é tão difícil perceber que se o discurso for esquecido na hora da prática o resultado não vai aparecer?

A coisa mais esquisita pra mim é a capacidade que as pessoas têm de achar que existe um ser, que ninguém conhece, capaz de desfazer todos os absurdos que elas estão cometendo.

Impressionante como um monte de gente tem a capacidade de se desculpar de coisas que ainda estão pensando em fazer, é como se elas achassem que a palavra desculpa ameniza os efeitos. Faz com que uma coisa ruim se torne boa, ou pelo menos nula. A desculpa não seria um sinal de arrependimento? Não seria melhor, ao invés de se desculpar, evitar o erro?

Está na hora de repensar as atitudes, fazer com que elas façam sentido e contribuam para uma realidade mais normal. Já imaginou um mundo onde as pessoas acreditam no que as outras dizem? Chega de faz de conta!

Maio 7, 2009

Mafalda

Arquivado em: Senti? — Emanuelle Vanderlei @ 2:26 pm

Uma tirinha pra descontrair. Ela é maravilhosa, sou fã da mafalda.

Mafalda

Porque ela é divertida mas faz a gente pensar (sempre!).

Abril 22, 2009

Pavor

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 1:27 pm
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Vai se tornando corriqueiro. Todo mundo tem uma história apavorante dessas para contar. Mas quem se acostuma?

Passar pela tensão de um assalto com arma de fogo me sensibilizou profundamente, fez com que eu percebesse mais uma vez o quanto a nossa vida está sempre por um fio. Os efeitos colaterais vão aparecendo aos poucos, depois de mais de uma semana ainda me assusto com as reações estranhas que o meu corpo tem tido.

Uma crise de choro, um susto do nada, uma dor de cabeça que insiste em não me abandonar, e o sono, que ficou totalmente irregular, me lembram a todo momento que não está tudo bem.

Um dia chuvoso como o de hoje me faz lembrar como estou me sentindo por dentro, e o dia fica mais dificil de passar, o sorriso vai ficando mais difícil de sair, o trabalho vai ficando dificil de executar. A única coisa fácil hoje, é o choro.

Abril 15, 2009

Você por aqui de novo?

Arquivado em: diário adolescente — Emanuelle Vanderlei @ 2:55 pm
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Eu não já havia lhe dito que fosse embora? Agora resolveu que vai entrar via sonho é? Só porque eu não tenho controle sobre meu cérebro durante essa hora do dia?

Eu já arranjei táticas de te tirar do pensamento durante todo o dia, mas na hora que eu estou dormindo… Acho muita covardia da sua parte, sinceramente!

Por que você não fica na sua, com a sua vidinha mais ou menos certinha, com tudo previsível, as pessoas que sempre estiveram na sua vida, o mesmo joguinho de bilhar e o seu violãozinho bobo?

Cansei de você, sabia? Não agüento mais ver a sua cara em tudo. Em tudo o que faço preciso da sua opinião, em cada lugar que vou vejo seu olhar em vários rostos, cada boca tem o seu gosto, que coisa mais chata!!

Enquanto isso você fica aí, com essa sua risada insuportável fazendo de conta que não sabe de nada. Eu ainda hei de me livrar de você, acredite!

Março 26, 2009

Conquistando

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 1:13 pm

Finalmente!

Anos se passaram, traumas foram superados e tabus totalmente derrubados.

Em alguns momentos, a sensação era de que isso nunca aconteceria.

Era só uma sensação

Depois que passa você olha e diz: “era só isso?”

Perde a graça!

Não existe nada mais sem graça do que aquilo que nós já conquistamos

É como se tivessemos sido bobos até o momento de conseguir realizar tal feito

“Como eu não consegui isso antes?”, nossa ignorância nos faz questionar

Assim é a vida

A melhor forma de manter a graça, é sempre ter vários sonhos quase impossíveis.

Para, vez por outra, ter o gostinho da conquista

Mas, na maior parte do tempo, degustar sabores e dissabores que só o longo caminho traz

Março 12, 2009

Zefinha

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 1:08 pm

Zefinha julga ser muito esperta, mas não é. Todos os dias quando acorda, ela liga o som do seu quarto. Na gravação tem um homem de voz mansa, que manda ela repetir 39 vezes a frase “Eu sou especial” com isso ela consegue sair de casa de cabeça erguida, e seguir a vida difícil que tem.

Quando chega na faculdade, sempre atrasada, ela nem percebe a cara feia do professor. O professor não se incomoda só com o atraso dela, ele se incomoda com tudo nela. O fato de que ela não tem um carro e chega na aula molhada da chuva que entrou pela janela aberta do ônibus, com a roupa simples feita por ela mesma, e com o contraste que ela cria dentro daquela classe.

Zefinha incomoda porque ela é o retrato do mundo lá fora, aquele mundo que eles discutem com tanta convicção nas aulas de sociologia mas nunca conviveram de perto.

Ela ignora o incômodo que causa porque senão seria impossível entrar naquele ambiente hostil. Mas a esperteza dela acaba aí, porque é exatamente esse comportamento dela que faz com que a igorancia dos outros continue reinando. E até alguem romper com esse paradigmas eles vão continuar se achando pessoas que têm consciencia social, mesmo não fazendo ideia do que seja isso.

Março 2, 2009

Não vale a pena ver denovo

Arquivado em: diário adolescente — Emanuelle Vanderlei @ 12:41 pm

A certeza de que aquele sentimento nunca se repetiria era uma segurança na cabeça dela. Ela tinha certeza de que aquilo havia sido um momento infantil, que ela criou só para suprir a falta de uma história real.

Coitada! Não soube como reagir ao se deparar com as mesmas sensações depois de 8 anos. Tudo acontecendo igualzinho, o frio na barriga, aquela imagem na cabeça o dia inteiro, as músicas bobas mexendo com ela, aquela sensação de inquietude o tempo inteiro, e principalmente, a esperança de que o outro lado estivesse sentindo alguma coisa também.

Ele, mesmo sem perceber o que estava acontecendo, dando milhões de demonstrações de que nada tocou por ali, e ela encontrando sinais em atitudes completamente nada a ver, do tipo de coisa que só fazia sentido na cabeça dela.

Mais uma vez ela caiu nessa armadilha. Logo agora, que ela já se achava tão fria e segura, percebeu que estava mais vulnerável que todos os outros. Se privar de sofrer deu certo, mas não por muito tempo.

O que fazer com essa sensação de desespero que resolveu tomar conta dos dias dela? E essa assombração que ela tem que carregar? Tanta coisa pra fazer, tantos planos pra concretizar, e ela presa na pré-adolescência. Fraca!

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