Sinto Muito

Setembro 11, 2007

Por onde ou começo (ou termino)?

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 11:44 pm
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Começar pelo começo nem sempre é tão fácil como dizem por aí. As vezes o mais difícil é exatamente saber o que pode servir de começo. Na hora que as coisas dão errado é comum acharmos que começamos pelo fim, “mas como eu ia saber que aquilo era o meio ou o fim, ao invés do começo?”, a gente sempre se pergunta. Antes de tentar, achamos que aquilo tudo não tem o menor sentido, aí encontramos a coragem de dar o primeiro passo e colocamos na cabeça que aquela é a melhor coisa a se fazer. Largamos a inércia e o comodismo, nossos fiéis companheiros até então, e, por algum motivo quase sempre inexplicável, damos o primeiro passo. Pronto! Lá se vão energias, sonhos, tolerância, dinheiro, o que for preciso para acreditar naquele conto que você mesmo criou.

 

Depois que a coisa se torna grande, você nem sabe mais se é verdade, mentira, ilusão, sensato ou louco. Só sabe que é tudo que importa. Até o momento que um dos muitos baldes de água fria surte efeito e você acorda. E aí chega de se submeter aos julgamentos, e de desgastar o sonho, que era tão lindo. Esse é o momento em que você volta pro começo e percebe que a primeira idéia talvez tenha sido a mais sensata: “Não tem o menor sentido”. Os resquícios são tão dolorosos, não é mesmo?! Não é confortável nem discutir o assunto, apesar de uma reflexão ser imprescindível nesse momento ela parece mais dura que o próprio fracasso.

 

E o que vale mais? Sentir essa angustia do fracasso ou morrer com a dúvida de como teria sido se a tentativa não fosse vencida pelo medo e pela preguiça? A resposta é de cada um, depende do gosto, da preferência e, principalmente, pela disposição de passar pela dor simplesmente pela experiência, mas em geral as expectativas acabam tendo um padrão e se nivelando pelos resultados. Apesar de muitos afirmarem que cada caso é um caso, nós sabemos que a ciência não estuda todos os seres humanos, simplesmente analisa o comportamento de um grupo e aplica ao geral. E tem funcionado na maioria dos casos, se não fosse assim talvez os avanços fossem ridículos, e a expectativa de vida do ser humano ainda estivesse por volta dos 40 anos.

 

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