Sinto Muito

Janeiro 26, 2008

Inveja

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 2:42 am
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Como é que se faz para calar a boca dela? Esse jeitinho perfeito dela está me deixando perturbada. Eu sei que ela não tem culpa de ser linda, de ser mais legal, mais inteligente, e até… saber ser burrinha nas horas certas. Ela dança muito bem, enquanto eu piso no pé dos pobres rapazes que, por dó, me tiram pra dançar. Ela é tão linda que nem precisaria de recursos externos, mas tem um poder impressionante de ficar ainda mais bela quando abre aquela caixinha de tintas e pós milagrosos.

Ela sobe num salto e parece que está em uma passarela, é divina! Todos, eu disse todos, ficam loucos. Ela é tão perturbadoramente perfeita… dispensou categoricamente quase todos os caras que eu quis, mas obviamente só olharam pra ela. Quase todos porque têm alguns que ela debochadamente ignora. Ela ri de mim, da minha fraqueza, da minha feiúra, da minha pseudo-intelectualidade, da minha total inabilidade com o mundo real. Ela às vezes é tão irônica que “desperta os meus instintos mais primitivos”. Uma vez inventou de tentar me fazer ser um pouco parecida com ela (na medida do possível, é claro). Foi um desastre! Virei piada, ninguém acreditava naquela farsa. Quis morrer.

Eu falo assim pra desabafar, porque como já disse, sei que ela não tem culpa de ser tão perfeita. O que ela pode fazer? A pessoa nasce e pronto, já traz tudo. Só me resta aceitar a minha condição de sombra dela, e torcer pra que a próxima vida (tem que ter uma próxima melhor que essa) eu seja como ela, e ela seja como eu. Seria uma linda vingança vê-la saber como dói viver na sua própria sombra.

Água gelada

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 2:29 am
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Festa adiantada… Alguns na piscina, outros sentados bebendo. Ela sente um abismo gigante dentro de si, sai correndo da água e o encontra no meio do caminho: 

-Eu sei que to toda molhada, mas por favor me abrace

Ele dá um daqueles deliciosos e reconfortantes abraços que sempre trazem segurança

-diga que me ama

-precisa dizer? Você acha que precisa?

-Por favor… – voz doída – não pergunte

-Te amo porra! – ele gritou com a voz firme e aquele sorriso malicioso – e ela conseguiu voltar a sorrir, pelo resto da noite.

Janeiro 15, 2008

O poço

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 6:52 pm
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Anos a fio esquecida no fundo desse poço escuro, jogada num limbo sem maiores explicações. Cada momento difícil… enlouquecedor, eu diria! Mas e a fé? A fé me abandonara no instante anterior à queda, e nada mais me restara. Eu olhava para cima e a distância era curta o suficiente para eu ouvir os risos alegres dos que brincavam ao redor, mas ao mesmo tempo era enorme. Daquelas que a gente olha e não consegue imaginar uma forma humanamente possível de tentar subir. Foram zilhões de minutos enormes, que reunidos tornaram-se anos; Anos sem conseguir achar uma corda que fosse, uma única esperança de sair daquele poço e me juntar aos que viviam livres ao lado. A loucura era tanta que eu tentei coisas absurdas, até escalar a parede cheia de lodo eu tentei. Chorava às vezes, mas isso só aumentava o meu vazio e tirava as poucas forças que me restavam, eu evitava ao máximo.

 

Foi quando de repente, como em um passe de mágica, eu encontrei uma porta. – Mas que coisa esquisita, nunca vi poço ter porta. – Já não tinha mais opção e não pensei duas vezes, tentei abrir. A porta era muito pesada e esquisita parecia que eu revivia as loucuras do país de Alice. Depois de um certo esforço ela cedeu. Parecia um sonho. vi uma fresta linda de luz, bem de longe; Era só um pontinho, mas era lindo. E aí me enchi de vida. Olhava aquele grande túnel como uma criança, que não sabe se ri ou se chora. Comecei a correr na direção da luz. Não via a hora de me livrar daquele breu que havia me consumido por tantos anos.

 

No terceiro dia caí. Meu corpo cansado reclamava, e me fazia parar para analisar a situação toda. Comecei a ver que ainda não tinha chegado nem a um terço do caminho. Passou pela cabeça a angústia do caminho árduo, a sensação de injustiça… Mas isso só durava tempo suficiente pra eu poder descansar um pouco e conseguir levantar a cabeça. ver aquela linda luz me fazia sentir renovada para continuar.

 

Ainda estou correndo, não consegui chegar à saída, mas você precisa ver como a luz fica mais linda a cada dia que passa, ela está crescendo bem devagarzinho, e cada milímetro que ela cresce me arranca a sensação mais pura de felicidade.

Janeiro 8, 2008

O Paradoxo do Passarinho

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 7:31 pm
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Rápido e direto. Isso é o que chamo de saber passar a mensagem. Em mim tocou diretamente na ferida. Despertou discussões interessantes com o meu próprio eu. E em você, causa alguma coisa?  

Se tiver um minutinho(literalmente!) assista.

 

http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=2050&Exib=1

 

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Janeiro 2, 2008

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