Anos a fio esquecida no fundo desse poço escuro, jogada num limbo sem maiores explicações. Cada momento difícil… enlouquecedor, eu diria! Mas e a fé? A fé me abandonara no instante anterior à queda, e nada mais me restara. Eu olhava para cima e a distância era curta o suficiente para eu ouvir os risos alegres dos que brincavam ao redor, mas ao mesmo tempo era enorme. Daquelas que a gente olha e não consegue imaginar uma forma humanamente possível de tentar subir. Foram zilhões de minutos enormes, que reunidos tornaram-se anos; Anos sem conseguir achar uma corda que fosse, uma única esperança de sair daquele poço e me juntar aos que viviam livres ao lado. A loucura era tanta que eu tentei coisas absurdas, até escalar a parede cheia de lodo eu tentei. Chorava às vezes, mas isso só aumentava o meu vazio e tirava as poucas forças que me restavam, eu evitava ao máximo.
Foi quando de repente, como em um passe de mágica, eu encontrei uma porta. – Mas que coisa esquisita, nunca vi poço ter porta. – Já não tinha mais opção e não pensei duas vezes, tentei abrir. A porta era muito pesada e esquisita parecia que eu revivia as loucuras do país de Alice. Depois de um certo esforço ela cedeu. Parecia um sonho. vi uma fresta linda de luz, bem de longe; Era só um pontinho, mas era lindo. E aí me enchi de vida. Olhava aquele grande túnel como uma criança, que não sabe se ri ou se chora. Comecei a correr na direção da luz. Não via a hora de me livrar daquele breu que havia me consumido por tantos anos.
No terceiro dia caí. Meu corpo cansado reclamava, e me fazia parar para analisar a situação toda. Comecei a ver que ainda não tinha chegado nem a um terço do caminho. Passou pela cabeça a angústia do caminho árduo, a sensação de injustiça… Mas isso só durava tempo suficiente pra eu poder descansar um pouco e conseguir levantar a cabeça. ver aquela linda luz me fazia sentir renovada para continuar.
Ainda estou correndo, não consegui chegar à saída, mas você precisa ver como a luz fica mais linda a cada dia que passa, ela está crescendo bem devagarzinho, e cada milímetro que ela cresce me arranca a sensação mais pura de felicidade.
Espero que chegue no clarão da luz. Uns passam a vida inteira procurando ou buscando. Ou correndo atrás. Mas já é um grande passo encontrar um caminho a seguir. E ter a certeza que esse caminho te conduz à felicidade. Quando temos essa certeza, não importa quão longo e árduo é o caminho. O importante é sabermos que no final, valeu a pena toda essa jornada.
Depois conte-nos o que chegava em seus olhos qnd vc foi de encontro a luz e ela não ofuscava mais a visão.
Comentário por Rafael Calheiros — Janeiro 20, 2008 @ 10:35 pm |
se precisar eu te empresto uma lanterna ta?
uahuahahuaauha
nao, faco melhor, vou com voce segurando a lanterna,
nao… melhor, eu arrumo um holofote bem grandao a gente vai junto
conversando potoca, ai chega mais rapido,
tu n booooooooooooora!
Comentário por rafael — Fevereiro 10, 2008 @ 8:17 pm |