Sinto Muito

Fevereiro 25, 2008

Devoradores de livro

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 2:48 pm
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Devorando MachadoModa agora é falar que a educação é o futuro desse país. Não que isso não seja verdade, mas da forma que está acontecendo dá até medo. A precariedade com que as coisas são feitas, a quantidade de instituições “serias” que surgem toda hora prometendo o seu futuro profissional… isso não transforma nada, só torna os empregos mais caros, não significando maior qualidade, nem mão de obra qualificada. Tem coisa que não se compra, é pra ser desenvolvida. Estudar, ou simplesmente ter o hábito da leitura, é um dos pontos que ajuda a desenvolver o senso crítico e cria uma sociedade com poder questionador que consequentemente manda em seu proprio destino.

 Quer saber? Vire traça! Devorar livros é uma delícia.

Devorando Machado

Fevereiro 16, 2008

Como você se livra do seu passado?

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 7:01 pm
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          Eu tenho certa dificuldade de lidar com alguns momentos da minha vida. Não que eu tenha feito alguma coisa de que me envergonhe, o que me envergonha mesmo é o que eu não fiz. Não fiz tantas coisas durante tanto tempo, que hoje percebo que não fui. Não existi durante aqueles momentos.          

             Às vezes escuto aquelas piadinhas de mal gosto: “o fulano não teve infância”. Nossa, eu tive infância, mas logo depois virei adulta (ou pelo menos achei que tinha virado), e perdi de aproveitar a tal da adolescência. Tudo parecia tão absurdamente assustador, eu desenvolvi um sentimento de “estar no lugar errado o tempo inteiro” que me assombra até hoje quando, vez por outra, teima em aparecer. Qual o momento exato que começou essa palhaçada? Quanto isso tem de realidade e quanto tem de drama? E quando foi que terminou?           

             Hoje acordei com vergonha de tudo isso, de cada lagrima derramada por uma angustia que eu nunca entendi. Por cada momento que eu me escondi não sei de quem ou de quê. Por cada quilo que engordei por não conseguir ter uma vida real. Queria me livrar de tudo isso, queimei os diários infantis e carregados de relatos bobos e infantis. Ao terminar me senti pior ainda, aquilo foi tão patético quanto tudo o que eu achava que havia passado algum dia. É parte de mim aquela bobagem toda, e por mais que eu queime os antigos, sempre produzirei novos. Às vezes até publico, como estou fazendo agora. Bobinha!           

           Queria saber se essa conversa de se arrepender só do que não fez é verdade mesmo. Acho que é uma vergonha não ter do que ter vergonha, não ter passado por um vexamezinho qualquer. É quase pior do que ficar se repetindo em um texto bobo e infantil que eu escrevi no diário de 1998, e queimei hoje cedo.

Fevereiro 5, 2008

Clichê

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 11:45 pm
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É tão bobo não saber fazer homenagens… é tão bobo utilizar o blog para homenagear os que amamos… mas é tão bom se permitir bobagens de vez em quando!

 Tem pessoas que a gente encontra na vida, que se tornam parte da gente. Se tornam um daqueles alimentos que nós sabemos que são essenciais à nossa existencia. Amores, amigos… pessoas. Das mais variadas relações que descobrimos na vida, esse é o tipo mais bonito, o que é puro, forte! Sabe aquela pessoa que nos coloca no eixo? Que tira a piadinha certa pra arrancar um sorriso na hora da crise? Que diz aquela verdade que ninguem tem coragem de dizer?

 É tão bom ter alguem com quem se identificar, ver que alguem reage à certas situações da mesma forma que nós, que entenda o que sentimos porque sente também? Que adivinha o que passa na nossa cabeça mesmo de muito, muito longe.

Os tais quilômetros de distância, esse bendito mundo enorme de possibilidades as vezes traz sensações estranhas. O medo de perder coisas tão preciosas faz a gente ficar um pouco irracional. Daí quando as coisas dão certo e a gente pensa direitinho dá vontade de ficar falando aqueles clichês, que viram nomes de comunidades do orkut: “amigos para sempre”, “amizade verdadeira não tem distancia”, essas coisas bonitinhas e enjoativas que fazem o maior sentido.

Eu amo poucos, mas muito! E esse que ocupou a minha mente hoje, com quem eu tomaria “aquela” cerveja, é dos raros. Espero que ele tenha tido um dia pleno, assim como a vida inteira que irá conquistar lá naquelas terras antigas.

 Ele é dos poucos que vem aqui de vez em quando, eu sei que vai ler mais cedo ou mais tarde. E quando ele chegar nessa frase aqui, ele vai saber que é uma das pessoas mais importantes da minha vida.

ps: por motivos de força menor, não releio cartas que escrevo. desculpem-me os erros de falta de revisão.

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