Sinto Muito

Agosto 19, 2009

Ingênua

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 12:37 pm

Já houve tempos em que eu achava que você era uma rocha. Depois eu descobri que você era humano, tinha suas falhas. A maioria delas na tentativa do acerto, isso me fez te ver mais humano, foi quando eu descobri que te amava.

Depois de tanto tempo, você me vem com mais uma surpresa, e eu descubro que além de fraco, às vezes você também é extremamente desumano. Nem sei te dizer se o que senti foi tristeza ou raiva, fiquei tão perdida com a quantidade de sentimentos que passou dentro de mim naqueles minutinhos que até agora estou um pouco desnorteada. Acho que a palavra que melhor define é desilusão, não sei ao certo.

Outro dia me disseram pra eu não acreditar no ser humano. Eu não queria entrar nessa, mas estou sendo convencida repetidamente pelos que mais amo.

Acho que é o fim da era da inocência, talvez eu tenha demorado pra amadurecer.

Mais uma vez a solidão vem pra perto de mim, impõe sua presença e deixa claro que eu não tenho nenhum direito de buscar ilusões para fugir dela.

Agosto 16, 2009

Frases

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 5:17 pm

“Minha fia, você tá cada vez mais cada vez, viu?”

“Eu amo você. Quer casar comigo?”

“Não era você que não gostava de despedidas?”

“Você tá acompanhada, é?”

“Eles pensam que a gente é cacimba, pra tá engolindo corda!”

“Baixinho é seu salário!”

“Fui eu que te liguei ontem, viu?!

“Acho bom você vir agora porque depois do congresso eu não sei se vou continuar aqui”

“Tô com saudads”

“É a treva!”

“Eu só acho que você devia controlar seu ciúme… tá começando a incomodar”

“governaDOR”

“Eu gosto do meu banco porque tem um gerente de relacionamento, já sei que quando eu tiver problemas posso ir lá que ele me ajuda”

Imprevistos

Arquivado em: Uncategorized — Emanuelle Vanderlei @ 4:30 pm

Quando menos se espera a gente sente tudo diferente.

Pensei que tava tudo em ordem, as coisas sobre controle e os próximos passos escritos na agenda em forma de tópicos. Não era bem assim.

A agenda foi seguida mas precisou de vários complementos. Alguns eventos daqui, outras tarefas dalí e muitos, muitos sentimentos que surgem no meio do caminho e tiram qualquer um do sério.

Eu não calculei, por exemplo, que poderia me emocionar tanto em uma reunião de trabalho. Me desestruturar por um relato de vida de personagens da história que agora fazem parte do meu dia-a-dia.

Não achava que teria tanta raiva de pessoas que nem sabem que existo.

Quem diria que eu sentiria saudades de pessoas que nem sei direito o nome, e moram a muitos quilômetros de distância?

Suspeitar de certos sentimentos em terceiros dá frio na barriga.

Mas o que mais me surpreendeu em todos esses imprevistos, foi o sentimento de solidão. Esse me deixou perdida, e mais uma vez me perguntando onde errei. Uma solidão esquisita, daquelas em meio a multidões, quando a gente acaba de se dar conta que simplesmente não existe mais, pelo menos pra alguém (ou alguéns).

Pra mim é dificil conviver com isso, porque é uma briga silenciosa, minha comigo mesma, para entender se eu quero voltar a existir, porque iria querer isso, e de que forma posso fazer.

São tantas coisas acontecendo agora, não há tempo para pensar nisso mas, ironicamente, isso é o que mais ocupa a minha cabeça nos úlimos dias.

Maldito domingo! Vazio e azedo, faz a gente descobrir que a nossa cama, tão desejada durante a semana inteira, está desconfortável por causa de uma mente confusa.

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