Impressionante como pequenas coisas, que inicialmente parecem insignificantes, se tornam insuportáveis com o passar do tempo.
Eu conheço uma mulher que toda vez que conta uma história que ela julga engraçada e as pessoas não riem repete três vezes, como se as pessoas não tivessem entendido. Seis meses vendo essa cena se repetir a vontade que dá é de jogá-la pela janela.
Quando a gente deixa de ser criança e precisa começar a encarar o mundo (sur)real, esse tipo de situação acontece com uma frequência bem maior. O pior é que exatamente nesse momento começamos a perceber que nem sempre dá pra se livrar das pessoas ou das esquisitisses delas. Aí é um tal de tentar ignorar daqui, contar até mil dalí pra ver se o tempo passa e aquele trambolho sai da sua vida.
Saber lidar com isso não é muito comum. As pessoas vão engolindo por não ter opção e de repente explodem no momento mais errado, provocando situações constrangedoras para si mesmas. O álcool costuma ter participação especial nessas horas. Se não for assim é pior, a pessoa vai guardando por anos, e depois morre enfartado com 40 anos ou descobre um câncer sem motivo aparente.
E ai? Como lidar com isso sem destruir a vida social nem a saúde? Como lidar diariamente com os sapos?