Acredito que vivemos no país da hipocrisia. As pessoas vivem pregando coisas que nem elas mesmas tem a mínima intenção de seguir. E fica aquela coisa esquisita, de o mundo viver se sacrificando para obedecer uma “lei” sem sentido, que só reprime e não facilita em nada o convivio. Essa repressão cria a necessidade de transgressão, e ai começa esse joguinho ridículo de fazer de conta que segue e criticar quem não segue. Nunca entendi muito bem pra que serve isso, ou por que as pessoas acham que isso vale a pena.
Vivemos em um país laico, mas durante o ano vivemos muitos feriados católicos. Além disso, afirmar que não acredita na existencia de um Deus te torna um insensível, uma criatura abominável, aos olhos da maioria.
Aí chega o natal. Época de relembrar o nascimento do menino Jesus… É?! Pra mim significa a festa do comércio, onde as vendas atingem seus recordes. É nesse momento que os lucros falam mais alto, e uma figura esquisita chamada de bom velhinho é criada para alimentar na crianças o desejo de consumir, ganhar presentes. E as confraternizações obrigatórias criam aquelas situações cheias de mimimis, onde não pode deixar de ir, mas não pode ficar à vontade, não pode se divertir, não pode isso, não pode aquilo… várias regras ditadas pelo fantástico para manter a convivência intacta no ano seguinte.
Desde que comecei a pensar no assunto, na adolecencia, considero a religião uma manifestação cultural dos povos. Por isso respeito a fé de cada um. Mas é dificil respeitar uma sociedade que não se respeita, que vive criando aparencias para se tornar escrava delas.